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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Diga não as drogas, mas beba muito álcool até a sua barriga inchar!

Corre por aí, em um local de ar rarefeito, no meio do país, afastado de camadas populares, uma suposta inovação na Lei de Drogas. É projeto de nobre deputado com nobres intenções pensando em preservar a população em geral, mas principalmente os jovens e especificamente de determinados rincões.
Lero,lero vai, lero lero vem. 
Todos os projetos que tramitam por lá naquela terra inspiram sempre um ar de inovação, apesar do cheiro de mofo que insiste habitar a casa. 
Nobres intenções à parte, vale ressaltar dentre essas o pedido de dois representantes democraticamente eleitos.
Os deputados Henrique Eduardo Alves- PMDB, líder do barraco e Carlos Sampaio, líder do PSDB pediram ao nobre "Carimbão" (não é brincadeira), deputado proponente, que retirasse da iniciativa a advertência sobre os males do álcool contido nos rótulos das bebidas.
O Brasil tem os maiores índices de jovens internados por problemas alcoolicos e os  maiores casos de registros de violência domésticas por conta da bebida.
O Brasil, aliás, os publicitários brasileiros, é país que mais lucra no planeta terra com a publicidade do álcool. Ela é voltada principalmente para os jovens, sempre relatando pessoas com sorrisos e corpos perfeitos fazendo uso de bebidas.
Pois é... E assim fica a representatividade da nação. Carimbão propondo uma inovação com cheiro de naftalina e os líderes do PSDB e do barracão propondo a retirada da advertência dos males do álcool.
E o povo brasileiro há seis meses se manifestando contra o pastor Feliciano. Demonstrando cada vez mais que o que importa para o zé-povinho são as pseudos-manifestações moralistas humanitárias coletivas. Enquanto o rato rói a roupa. Rato roto que ri do roto. Que rói o farrapo do esfarra-rapado. Mas que mete a ripa, arranca rabo. Rato ruim.


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